Sob novas regras, todo alimento na Europa que contém derivado de material GM deverá ter rotulagem avisando dessa presença. Isso significa, segundo representante das empresas européias de alimentos, que a terceira, quarta, quinta geração de ingredientes alimentícios derivados de material GM terão de ser rotulados. Um xarope de glicose, por exemplo, derivado de amido, que por sua vez veio do milho, terá de ser rotulado como tal.
As novas regras de rotulagem foram definidas no dia 18 de abril, em Bruxelas, Bélgica. O documento, denominado Traceability and Labelling of GMOs e Genetically Modified (GM) Food and Feed, têm o objetivo oficial de dar ao consumidor a chance de escolher entre comprar ou não um alimento que contenha ou seja derivado de transgênico.
Essa nova regulamentação está sendo considerada capaz de abrir caminho para pôr fim à moratória dos alimentos GM, permitindo a introdução de novas plantações na cadeira produtiva do continente.
As normas aprovadas prevêem que, a partir de 0,9% de presença GM no alimento, será obrigatória a rotulagem. Porém, na visão da Confederação de Indústria de Alimentos e Bebidas da Europa (Ciaa), esse percentual mínimo vai confundir o consumidor que lê o rótulo. Dois diferentes produtos vão aparecer nos supermercados, segundo a Ciaa. Um deles derivado de material GM, mas sem sua presença no produto final, será rotulado como contendo GM. O outro tipo tem ingredientes GM, mas, como estão abaixo da porcentagem mínima definida, não tem rotulagem obrigatória.