Sobrepeso-A-300x200Um estudo da Universidade College London (UCL), na Inglaterra, descobriu que existem mais de 500 genes associados à obesidade. Dentre eles, os cientistas voltaram suas atenções para o gene FTO, responsável pela produção do grelina, conhecido como “hormônio da fome”. Segundo o trabalho, a presença excessiva dessa substância faz com que a pessoa sinta apetite mesmo depois de comer e tenha preferência por alimentos muito calóricos.

Para realizar a pesquisa, foram analisados 20 homens com um par de genes FTO, 10 deles com a versão normal e outros 10 com variação genética. Os indivíduos de cada um dos grupos foram questionados se sentiam fome logo após uma refeição e fizeram exames de sangue ao mesmo tempo. Geralmente, após ingerir alimentos, a concentração do “hormônio da fome” no sangue diminui. Entretanto, esse resultado não foi observado nos portadores da variação genética do FTO. Além disso, uma ressonância magnética revelou que o cérebro desses mesmos indivíduos responde de maneira mais intensa a imagens de comida com alto valor calórico.

Segundo o médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), Dr. Durval Ribas Filho, “se uma pessoa possui a variação no gene FTO e sua alimentação é inadequada, as chances de apresentar um quadro crescente de sobrepeso são grandes”. De acordo com o estudo, variações genéticas aumentam em até 70% as chances de obesidade e cerca de 1/6 da população apresenta alguma variação no gene FTO. No entanto, Dr. Ribas ressalta que ainda possuir o gene variante, não é determinante para o desenvolvimento da obesidade. “A doença pode ser evitada mantendo bons hábitos alimentares e praticando atividade física.”

De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), hoje, aproximadamente 500 milhões de pessoas sofrem com a obesidade em todo o mundo.

Fonte: University College London – Julho de 2013