A engenharia genética na agricultura, com o intuito de obter características específicas das variedades, traduz-se numa larga aplicação de alimentos e ração geneticamente modificados ou componentes que os contêm. Os resultados, no mundo todo, têm sido rápidos e efetivos. A grande maioria das plantações GMs hoje cultivadas em escala comercial foi criada para aumentar a produtividade. Isso é possível porque é conferida a esses produtos uma capacidade maior de resistência a pragas e doenças e tolerância a herbicidas.

Uma pesquisa conduzida pelo National Center for Food and Agriculture Policy (NCFAP) em 2002 mostrou que a área global GM cultivada aumentou de 40 milhões para 67,7 milhões de hectares no período de 1993 a 2003.

Soja, milho, algodão, papaia e nabo resultaram nos EUA num aumento de produtividade no valor de US$ 4 bilhões. Os rendimentos dos agricultores chegaram a US$ 1,5 bilhão. Soja e milho são líderes na produção GM e, de sua produção global, a parte GM cultivada corresponde a 55% e 11%, respectivamente.

Os três países mais populosos da Ásia (China, Índia e Indonésia); os três maiores da América Latina (Brasil, Argentina e México); e o mais desenvolvido da África, a África do Sul, já iniciaram a comercialização de plantas s para uso na indústria de alimentos e na produção de ração animal.

O futuro agora sinaliza para uma segunda geração das plantações GMs, com alteração das composições químicas que desenvolvem os valores nutricionais dos produtos.