As técnicas de bioengenharia têm propiciado grandes avanços a diferentes áreas da ciência, fato que pode ser constatado em recente estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) na revista Journal of Biomedical Materials. A pesquisa baseia-se na utilização de uma técnica de bioengenharia conhecida como BEHN – Bioengenharia do Músculo do Coração – que possibilita a criação de tecidos cardíacos para substituir partes lesadas do coração ou mesmo construir um novo coração a partir de células deste tecido.

De acordo com a pesquisa, o tecido criado em laboratório tem a mesma capacidade de contração, com menor escala de força, e de reagir a fatores externos, assim como um coração de verdade. Os pesquisadores utilizaram uma técnica que possibilita maior rapidez na produção do tecido, mas com melhores propriedades que aqueles criados por técnicas já utilizadas.

Para formar um novo tecido os pesquisadores utilizaram células cardíacas de ratos que foram mantidas em um gel de fibrina até que as mesmas pudessem se organizar, e antes que a fibrina entrasse em colapso perdendo sua função. A fibrina é uma proteína esbranquiçada, insolúvel, que constitui a parte essencial do coágulo sanguíneo, e provém da ação da trombina sobre o fibrinogênio.

Segundo Ravi, de todas as vertentes pesquisadas por sua equipe e pelas demais em outros centros de pesquisa, a que utiliza o hidrogel de fibrina é a que tem as maiores chances de originar um produto que ficaria pronto em um prazo de alguns dias e que apresentaria uma maior capacidade de contração e de resposta a estímulos externos, como por exemplo a presença de cálcio.

Fonte: Equipe Biotec AHG – Arlei Maturano – 15/12/2006