De acordo com o levantamento, o crescimento é resultado do aperfeiçoamento das sementes geneticamente modificadas

A área cultivada no Brasil com milho, soja e algodão geneticamente modificados (GM) já cresce a um ritmo superior à área total plantada com essas mesmas variedades. Essa é uma das conclusões do 1º estudo da adoção de biotecnologia na safra 11/12, realizado pela consultoria Céleres.  Segundo o coordenador do estudo, Anderson Galvão, esse crescimento é resultado do aperfeiçoamento constante das sementes transgênicas, cada vez mais bem adaptadas às diferentes regiões produtivas no País.

A pesquisa também mostra que a área plantada com soja GM na próxima safra será 13,4% maior do que na safra 10/11, ocupando 20,8 milhões de hectares (82,7% da área total prevista). O algodão transgênico, que teve três novos eventos aprovados em 2010, ocupará 606 mil hectares, equivalentes a 39% dos campos da cultura (um aumento de 62,7% sobre o ciclo anterior).

No caso do milho, as variedades GM estarão presentes em 9,1 milhões de hectares, ou 64,9% da área. Um segundo acompanhamento da adoção da biotecnologia para essa safra está previsto para o dezembro, após a conclusão dos trabalhos de plantio da safra de verão. Para Galvão, esse é o exemplo mais bem-sucedido da adoção da biotecnologia no Brasil: em quatro anos, ocupa mais da metade das terras cultivadas com milho.

Outra descoberta do levantamento é que, pela primeira vez na história da agricultura nacional, a região Centro-Oeste – tradicional produtora de soja convencional – ultrapassou a região Sul em valores absolutos de área destinada à soja transgênica, plantando 8,8 milhões de hectares.

Fonte: Céleres– Agosto de 2011