O Conselho Internacional de Informação Alimentar (Internacional Food Information Council – IFIC) realizou a 13ª edição do estudo que avalia a percepção e o conhecimento de consumidores adultos dos Estados Unidos em relação aos alimentos derivados da biotecnologia (2008 Food Biotechnology: A Study of US Consumer Trends) O IFIC tem a missão de comunicar sobre a segurança alimentar e nutricional dos alimentos.

De acordo com a pesquisa de 2008, a percepção da produção alimentar sustentável saltou de 11% em 2008, saltando de 30% para 41%. Para os consumidores, o fator mais importante é que o aumento no cultivo de alimentos pode ajudar a suprir a demanda crescente da população mundial.

Segundo Danielle Schor, vice-presidente do IFIC, as questões sobre alimentação mundial estão claramente na mente do consumidor. “Este ano, o levantamento mostra que esse tema é tido como de alta prioridade e as pessoas estão pensando em soluções duradouras”, afirma.

Os consumidores consultados, quando solicitados a listar os cinco fatores relacionados ao desenvolvimento de colheitas de um modo sustentável, citaram, em primeiro lugar, o aumento da produção de alimentos para reduzir a fome mundial. Em seguida, ressaltaram a redução da quantidade de defensivos agrícolas na agricultura.

Dados específicos

A pesquisa continha ainda questões sobre biotecnologia vegetal e animal, confiança no abastecimento alimentar e rotulagem;

– 84% dos consumidores demonstraram ter impressões favoráveis ou neutras sobre o uso de biotecnologia em plantas;

– quase metade dos americanos (48%) disse que “um pouco” ou “muito” provavelmente possam comprar carnes e leite de animais clonados (alimentos considerados seguros pelo Food and Drug Administration – FDA);

– aproximadamente 2/3 dos consumidores (62%) disseram ter uma impressão positiva da biotecnologia animal quando informados de que “biotecnologia animal pode melhorar a qualidade e a segurança dos alimentos”;

– 55 % dos americanos têm impressão neutra em relação à biotecnologia animal (22% são um pouco favoráveis e 23% não são muito favoráveis);

– quanto à confiança no abastecimento alimentar, os produtos que mostraram menor preocupação foram os relacionados à biotecnologia e aos alimentos processados, com 1% cada;

– apenas 1% mostrou-se insatisfeito com a rotulagem especificamente relacionada com a biotecnologia e 60% apóiam “fortemente” ou “um pouco” os requisitos de rotulagem do FDA para alimentos desenvolvidos por meio da biotecnologia, que exige especial rotulagem apenas quando há uso de algum gene responsável por proteínas que tenham potencial alergênico conhecido ou quando se muda substancialmente o conteúdo nutricional do alimento.

A pesquisa foi realizada no período de 29 de julho a 18 de agosto de 2008, com uma amostragem de 1000, e os dados foram ponderados por idade e educação, de modo a ser representativa em nível nacional.

Estudo semelhante foi divulgado no início deste mês pelo Centro de Informações Alimentares Asiático (www.afic.org). O levantamento, realizado em cinco países (China, Índia, Japão, Filipinas e Coréia do Sul, mostra que as culturas produzidas por meio da biotecnologia não geram um nível elevado de preocupação. Além disso, embora a maioria dos consumidores asiáticos não esteja familiarizada com o conceito de “produção alimentar sustentável”, eles acreditam que tema é importante e aceitam a biotecnologia vegetal para esse fim quando o conceito é explicado. Os consumidores asiáticos também estão dispostos a aceitar os benefícios nutricionais de alimentos derivados da biotecnologia. No entanto, os benefícios são específicos, ligados aos hábitos alimentares de cada país.

Fonte: International Food Information Council – 23 de outubro de 2008