O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Elíbio Rech, foi eleito membro da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS), durante a 18ª Reunião da instituição realizada no dia 13 de novembro em sua sede em Trieste, Itália. Foram também eleitos: o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, e os pesquisadores brasileiros: Ivan A. Izquierdo (PUC-RS), Nélson Maculan (UFRJ), Maria José Pacífico (UFRJ), Beatriz Barbuy (USP) e João Steiner (USP). Eles receberão os certificados de novos membros na próxima reunião Geral da TWAS, prevista para 2008, na Cidade do México.

A Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento tem como principal objetivo promover a capacitação e a excelência científica para o desenvolvimento sustentável. Criada há 20 anos por um grupo de cientistas do hemisfério Sul, a TWAS trabalha em estreita colaboração com a Unesco. Hoje, conta com mais de 700 membros, escolhidos entre os cientistas que mais se destacam no mundo, representando cerca de 70 países.

Segundo Rech, a Academia tem se revelado um importante instrumento para a cooperação científica, sobretudo na promoção de relações entre América Latina, Ásia e África. “Além de ser uma honra, a indicação para a TWAS é também um enorme desafio para mim”, explica o pesquisador, já que a Academia tem como meta a integração e o compartilhamento de conhecimento científico e tecnológico entre os países em desenvolvimento e a aproximação com os países desenvolvidos de diversos continentes.

Elíbio Rech é agrônomo, graduado pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado também em agronomia pela mesma Universidade, e doutorado e pós-doutorado na Inglaterra, pela Universidade de Nottingham. Ingressou na Embrapa em 1981 e sempre trabalhou na área de biotecnologia vegetal. Em março de 2005, foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências, na área de ciências agrárias.

Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o pesquisador trabalha com pesquisas de ponta na área de biotecnologia vegetal, especialmente para melhoramento genético de plantas de diversas culturas agrícolas com características de interesse para agricultura, como resistência a doenças e estresses climáticos, entre outras. É autor de diversas patentes de metodologias para transformação genética de plantas.

Hoje, Rech trabalha também no desenvolvimento de plantas e animais transgênicos que serão utilizados como biofábricas na produção de fármacos. Segundo o pesquisador “essa é uma plataforma tecnológica que valoriza ainda mais o agronegócio brasileiro, já que permite a agregação de valor a produtos agropecuários, como plantas e animais, além de contribuir para a integração entre o mercado agrícola e o setor farmacêutico”.

Fonte: Embrapa – 23 de novembro de 2007