Jerome Bernier, aluno de doutorado do Departamento de Ciência Agrícola, Alimentar e Nutricional da Universidade de Alberta (CAN), encontrou um grupo de genes de arroz que permite um rendimento de até 100% maior em condições severas de seca.

A descoberta marca a primeira identificação deste grupo de genes em arroz e pode potencialmente trazer alívio para os agricultores de países como Índia e Tailândia, onde esse cultivo é regularmente confrontado com a seca. O arroz é o cultivo mais consumido por humanos anualmente.

Os resultados do estudo foram publicados recentemente na revista Euphytics. A pesquisa de Bernier começou há quatro anos com arroz de sequeiro, que cresce em regiões não inundadas. “Se a seca atinge o cultivo, o rendimento pode cair para quase nada”, garantiu o pesquisador. A pesquisa foi conduzida no Instituto Internacional de Pesquisa de Arroz, nas Filipinas, em parceria com cientistas filipinos e indianos.

Inicialmente, Bernier pesquisou 126 marcadores genéticos e estreitou o foco para um grupo de genes que mostraram o perfil desejado. Em condições severas de seca, as linhagens de arroz com os novos genes produziram o dobro em relação àqueles sem os genes. Os novos genes estimulam as plantas a desenvolver raízes mais profundas, permitindo acesso à água armazenada no solo.

“Para a subsistência dos agricultores que dependem dos cultivos para alimentar suas famílias, esse rendimento extra pode fazer um mundo de diferença”, disse ele. De acordo com Dean Spaner, o supervisor do projeto de Bernier e professor da área de exploração agrícola, alimentar e nutricional da ciência da Universidade de Alberta, a menor perda referente à seca também pode significar um aumento da oferta de arroz em nível mundial,

FONTE: ScienceDaily 21 de novembro de 2008