A malária mata cerca de 3 milhões de pessoas por ano. No Brasil, 98% das ocorrências são na Amazônia

Cientistas do Instituto John Hopkins, nos Estados Unidos, modificaram geneticamente as bactérias que vivem no intestino do inseto transmissor da malária. Segundo eles, o objetivo é que essas bactérias produzam sustâncias tóxicas que impeçam o desenvolvimento dos parasitas causadores da doença.

Pesquisadores introduziram na bactéria que atua no sistema digestório do mosquito hospedeiro um gene que codifica uma substância que inibe o desenvolvimento dos protozoários do gênero Plasmodium. Esses organismos (Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, Plasmodium malariae e Plasmodium oval) são os causadores da malária. Durante a digestão do mosquito transmissor, a substância liberada pela bactéria transgênica inibiu o desenvolvimento desses parasitas em até 98%.

Atualmente, a malária mata cerca de 3 milhões de pessoas por ano. Somente na África, uma criança morre a cada 30 segundos por causa da doença, segundo dados da OMS. De acordo com os cientistas, modificar bactérias geneticamente para que impeçam a proliferação de doenças pode ser uma nova forma de combater os males transmitidos por parasitas.

Fonte: PNAS Proceding of the National Academy of Sciences– julho de 2012