Por meio da biotecnologia, o gene responsável pela produção da enzima que escurece a fruta foi silenciado.

Pouco tempo após ser cortada, a maçã escurece. A razão para que isso aconteça é explicada por uma reação entre a fruta partida e o oxigênio do ar, que resulta no tom escurecido da polpa. A velocidade do efeito pode ser aumentada ainda mais se houver ferro por perto, a exemplo da faca usada para o corte.

Com o objetivo de prolongar a boa aparência da maçã após o corte, cientistas canadenses desenvolveram uma fruta que não escurece depois de fatiada. A variedade geneticamente modificada possui inibidores do gene que produz as enzimas que causam o escurecimento. A técnica usada silenciou um gene já existente na planta, sem adicionar novos de outro organismo.

O desenvolvedor da tecnologia prevê que a nova maçã possa impulsionar as vendas da fruta e levar a uma eventual queda de preço no produto. As maçãs estão em fase de testes e ainda não há previsão de quando estarão disponíveis para os consumidores. Autoridades responsáveis dos Estados Unidos analisam a possibilidade de comercializar a fruta no país.

Fonte: The Vancouver Sun– 30 de Novembro de 2010