A descoberta pode trazer esperança para cerca de 15 milhões de pessoas que sofrem com a doença

Estudo mostra que um medicamento recém-criado pode ajudar a melhorar a memória de ratos. Agora os cientistas responsáveis pela pesquisa vão verificar se esse novo remédio poderá também ser usado para tratar o mal de Alzheimer, doença neurológica que geralmente afeta a memória de pessoas acima dos 65 anos.

A nova droga foi desenvolvida a partir da enzima PKR, responsável por proteger o organismo de ratos contra infecções virais e regular a atividade sináptica, principalmente no que diz respeito à formação de memórias.

Para desenvolver o medicamento, pesquisadores modificaram geneticamente alguns ratos, a fim de promover a ausência do gene que codifica a formação da enzima PKR. Depois disso, injetaram o novo remédio no estômago desses animais e os submeteram a vários testes de memória. Segundo o Dr. Mauro Costa-Mattioli, principal autor do estudo e professor-assistente de neurociência da Baylor College of Medicine, os resultados mostraram que uma outra enzima, chamada gama interferon, assumiu algumas funções da PKR e aumentou a atividade sináptica dos ratos GM.

Diante da descoberta, os cientistas estão entusiasmados com a possiblidade de cura para os portadores do mal de Alzheimer. De acordo com dados oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de idosos sofrem com a doença em todo o mundo.

No cérebro de pacientes com Alzheimer, a comunicação entre os neurônios diminui gradualmente, conforme a doença evolui de estágio. Apesar da busca incessante pela cura, cientistas ainda não encontraram uma forma de parar totalmente essa perda gradativa de comunicação entre células nervosas.

Fonte: Popsci.com – Maio de 2012