Conhecido como MRSA, o microrganismo é responsável por boa parte das infecções hospitalares

Cientistas do Reino Unido identificaram genes na bactéria Staphylococcus aureus resistente à Meticilina (MRSA, na sigla em inglês), que podem ser responsáveis por sua sobrevivência mesmo sob atuação de tratamentos antibióticos.

Para compreender como a MRSA sobrevive, os pesquisadores da Unidade de Genética Humana do Conselho de Pesquisas Médicas, das Universidades de Dundee, St. Andrews e St. George mapearam seu código genético. Foram identificados 22 genes que poderão “ser usados” para combater a superbactéria, a exemplo do gene ftsH, considerado como um “ponto fraco” do microrganismo.
Com base nos resultados, a equipe de pesquisadores realizou testes em laboratório com o antibiótico Ranalexin e verificou que ele enfraquece as paredes e as membranas celulares da MRSA, descoberta que possibilitará o desenvolvimento de novos tratamentos.

O número de casos de pessoas infectadas pela MRSA, que pode causar problemas na pele, no coração, nos pulmões e, em casos mais severos, levar o paciente à morte, tem aumentado sensivelmente, em especial em hospitais, dizem os especialistas. Só no Reino Unido, infecções de MRSA contribuíram para a morte de 781 pessoas em 2009, o que representa quase um terço das mortes envolvendo Staphylococcus aureaus (em 1993, foram 51 mortes).

Um dos autores do estudo, Ian Overton, afirmou que “as infecções por Staphylococcus são um problema mundial, e a resistência aos tratamentos existentes continua aumentando”. O desenvolvimento de novos medicamentos é, portanto, fundamental. “A pesquisa nos possibilitou compreender melhor como o antibiótico funciona para combater a MRSA e nos ajudou a entender mais sobre o desenvolvimento dessas infecções”.

Fonte: Research Information Centre – 11 de junho de 2011