E se um vegetal, como o feijão, por exemplo, fosse capaz de produzir o seu próprio fertilizante? Certamente a fertilização artificial seria reduzida ou até mesmo abolida, garantindo ao agricultor economia na produtividade agrícola e beneficiando o meio ambiente. Esta possibilidade já está sendo vislumbrada pelos resultados de duas pesquisas britânicas do John Innes Centre, publicadas na revista Nature.

Os geneticistas da instituição induziram plantas, geneticamente modificadas, a formar fertilizantes sem a ajuda de bactéria Rhizobium, que naturalmente age no solo e é fundamental ao processo. Em condições normais, os rizóbios colonizam as raízes das plantas, absorvem o nitrogênio do ar e o transformam em amônia, substância que alimenta todo vegetal. Os pesquisadores descobriram que uma simples mutação genética faz com que as células da raiz desenvolvam seus próprios nódulos de nitrogênio, sem precisar da ação da bactéria. Jens Stougaard, um dos líderes da pesquisa, acredita que os produtos que mais podem se beneficiar da técnica são milho, trigo, cevada e arroz.

Fonte: John Innes Centre e Nature.com