Plantas geneticamente modificadas (GM) que expressam enzimas degradadoras das fibras da madeira ou aquelas com conteúdo de lignina alterado podem ser a chave para um modo mais barato e saudável de produzir etanol, de acordo com pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA).
Há muita celulose rica em energia na madeira, mas ela está misturada com lignina, um biopolímero que confere rigidez e proteção às plantas contra patógenos e pestes. Separar a lignina da celulose pode consumir muito tempo e consistir em um procedimento muito caro
Plantas geneticamente modificadas com conteúdo da lignina reduzido já foram desenvolvidas por pesquisadores. Mas essas são normalmente fracas e moles, incapazes de se manterem eretas, e suscetíveis a ataques microbióticos e herbívoros.
Ao invés de diminuir a quantidade de lignina das plantas, os cientistas da Universidade da Pensilvânia alteraram a estrutura do polímero. Eles selecionaram um gene da salsa e introduziram-no em uma árvore de álamo. O gene codifica uma proteína que se insere entre duas moléculas de lignina quando o composto de lignina é criado.
A lignina GM não é muito diferente da lignina convencional em termos de rigidez, mas pode ser facilmente degradada, usando enzimas que atacam proteínas no lugar de enzimas que atacam lignina. A descoberta pode também levar a cultivos de feno, que pode ser digerido com facilidade por ruminantes.
Fonte: PennState 22.12.08