Pesquisadores da Universidade de Washington modificaram com sucesso a constituição genética de uma árvore conhecida como álamo. A nova variedade é capaz de absorver 91% a mais da toxina tricloroetileno e quebrá-la em derivados não nocivos. Variedades convencionas de álamo e outras plantas podem absorver, no máximo, 3% desta toxina, contaminadora de solos mais comum dos EUA.

Além de reter mais poluentes, a planta geneticamente modificada é capaz de processá-los 100 vezes mais rápido do que seus parentes convencionais. “Nosso trabalho está ainda nos estágios iniciais, mas traz grandes promessas”, diz Sharon Doty, pesquisadora-chefe no projeto da escola florestal da Universidade de Washington.

Ela acrescenta que o phyt – o nome que os cientistas dão à prática de usar árvores, gramíneas e outras plantas para remover materiais perigosos – é basicamente um sistema movido pela luz solar que elimina poluentes, com custo 10 vezes menor em comparação com outras tecnologias.

Fonte: Planet Ark – 8 de novembro de 2007