O Brasil acaba de dar um passo importante para garantir o futuro da banana, ameaçada com pragas recentes, como a sigatoka negra, que pode dizimar plantações em todo o mundo. No dia 20 de julho, a conclusão da primeira parte do genoma da banana no Brasil foi anunciada.

A pesquisa, iniciada em 2002, foi fruto de parceria entre a Embrapa, a Universidade Católica de Brasília e o Instituto Francês de Pesquisa Agronômica (Cirad). O custo foi de R$ 550 mil, por meio de recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O término dessa primeira etapa da pesquisa deu origem ao banco de dados DATAMusa, hoje o segundo maior do mundo em genômica de banana – o primeiro é o da empresa Syngenta. “O DATAMusa representa um passo determinante para impulsionar as pesquisas com banana no Brasil e no mundo, pois contém 40 mil seqüências de DNA, que permitiram a identificação de mais de 5 mil genes, inclusive daqueles com características de interesse para o melhoramento genético dessa fruta”, explicou o diretor-presidente da Embrapa.

As informações contidas nesse banco serão utilizadas por instituições de pesquisa a partir de convênios, para a geração de variedades de banana com resistência a várias doenças causadas por fungos, bactérias, nematóides e insetos, tolerância à seca, maior valor nutricional, além de melhorias no aspecto e sabor.

De posse dessas informações, os pesquisadores das instituições envolvidas vão partir para a segunda fase do trabalho, que é a validação dos genes identificados, ou seja, o estudo de sua possíveis funções. “Esses estudos poderão levar à descoberta de genes com potencial para uso em programas de biofortificação, a partir da geração de variedades mais nutritivas, dentre outras inúmeras possibilidades”, ressalta o pesquisador da Embrapa Manoel Teixeira Souza Jr., coordenador do projeto. As linhas de pesquisa prioritárias para a Embrapa nesta etapa já foram definidas: o desenvolvimento de variedades resistentes a doenças e à seca e o enriquecimento nutricional da fruta.

“O banco já conta com genes identificados para resistência a insetos, fungos e nematóides causadores de doenças e tolerância à seca, mas outros poderão ser muito importantes para programas de biofortificação, a partir da geração de variedades mais nutritivas, dentre outras inúmeras possibilidades”, ressalta Teixeira, lembrando que o caminho agora é partir para a segunda fase da pesquisa, que é a validação dos genes identificados, ou seja, o estudo das suas possíveis funções.

Fonte: Embrapa