“Nós, da indústria do trigo, estamos convictos da necessidade dos alimentos transgênicos”. A declaração foi feita por Joseph Kejr, presidente do Comitê Conjunto de Biotecnologia entre a Associação Norte-americana de Produtores de Trigo e a US Wheat Associates, reforçando a vontade de agricultores de todo o mundo de poderem plantar trigo geneticamente modificado.

“A tecnologia tem sido boa para outras commodities, barateando a produção e aumentando a rentabilidade” afirma Kejr. “Precisamos estar aptos para acelerar o processo com o trigo”.

A preocupação de Kejr tem motivos fortes. Os envolvidos na indústria desse grão já alertam há anos que a produção do trigo já foi reduzida devido à falta de tecnologia para combater doenças, pragas e problemas metereológicos.

Como reflexo dos fatos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou em outubro uma grave queda de volume nos estoques de trigo para o período 2007/2008 em todo mundo. Os norte-americanos têm números bastante preocupantes: a projeção é de que os estoques finais sejam os menores desde a safra de 1948/1949.

Por força disso, muitos dos envolvidos com o mercado do trigo têm observado a Austrália, país que está realizando testes com variedades resistentes à seca. Mas, por ainda estar nos primeiros estágios da pesquisa, o estudo deve se estender durante vários anos até que seja viabilizada a comercialização do trigo transgênico.

Na opinião da Associação Nacional de Produtores de Trigo dos Estados Unidos, é preciso haver, de fato, uma cooperação entre Austrália, Canadá e Estados Unidos (os maiores produtores mundiais de trigo) para que eles consigam conquistar a aceitação global da variedade GM.

Fonte: Planet Ark – 30 de outubro de 2007