Os cientistas do Serviço de Investigação Agrícola dos Estados Unidos (ARS – USDA) está testando uma proteína terapêutica produzida em plantas capaz de impedir que a bactéria da mastite cause inflamação do tecido mamário nas vacas leiteiras. Os cientistas transformaram um vírus de plantas produzido em laboratório em um vetor que transporta um gene responsável pela produção de grandes quantidades de uma proteína chamada CD14.

Os pesquisadores desenharam o vírus para ser usado como uma “biofábrica” capaz de acumular rapidamente grandes quantidades da proteína terapêutica CD14 nas folhas da planta infectada. Segundo os pesquisadores, as quantidades de proteína são muito altas: 50 plantas poderiam prover proteína purificada suficiente para tratar 500 vacas.

A proteína CD14 está presente naturalmente no leite e no sangue da vaca. Sabe-se que maiores quantidades da proteína nos fluidos corporais poderiam ajudar a melhorar a proteção contra a infecção bacteriana. A CD14 se liga e neutraliza uma toxina presente na membrana externa da bactéria Escherichia coli, que causa a mastite. Esta união dispara a reação imune na vaca, que contribui para eliminação rápida da bactéria antes que a infecção se estabeleça.

Depois da aplicação de uma pequena gota de RNA do vírus nas folhas das plantas, o gene CD14 começa a produzir a proteína. A proteína produzida nas folhas foi usada em ensaios de proteção, sendo introduzida nos úberes de uma vaca que logo após a exposição à bactéria E. coli. O resultado foi que as bactérias recuperadas das mamas que receberam o tratamento com CD14 tiveram menores chances de sobreviver do que as que não receberam a proteína derivada das folhas da planta transgênica.

A mastite causa perdas de milhões de dólares anuais aos produtores devido à diminuição dos rendimentos e na qualidade do leite.

Fonte: ARS – USDA – 8 de setembro de 2007