Ratos foram geneticamente modificados para expressarem a proteína Par-4, que inibe a metástase.

Pesquisadores da Universidade do Kentucky modificaram geneticamente ratos para que expressassem a proteína Par-4 (também conhecida como PWAR), capaz de induzir seletivamente a apoptose (morte celular) em células cancerosas. Dessa maneira, tornavam-se resistentes a tumores. O efeito se dá apenas em células doentes, sendo inócuo para as saudáveis.

Em outra etapa dos estudos, as células contendo o gene que produz a proteína foram transferidas para outros ratos, que originalmente não expressavam a proteína. Os ratos que receberam a medula óssea dos animais geneticamente modificados passaram a exibir atividade elevada do sistema responsável pela produção da proteína Par-4. Isso significa que o transplante foi bem-sucedido e que o ‘sistema de proteção ao câncer’ foi passado adiante para os receptores. Mais: a injeção de uma solução contendo a proteína Par-4 nos camundongos também inibiu a metástase, ou formação de tumores secundários no corpo.

A medula óssea é um tecido gelatinoso que fica dentro da cavidade dos ossos e é responsável pela produção de leucócitos — células que combatem microrganismos — e outras células que compõem o sangue, como as hemácias.

Segundo Vivek Rangnekar, responsável pelo trabalho, o tratamento de tumores primários e secundários pode melhorar com os novos procedimentos de transplante usando células-tronco geneticamente modificadas.

Fonte: Universidade de Kentucky – Agosto de 2011