O Parlamento do Quênia aprovou a lei que permite a importação e a produção de cultivos geneticamente modificados. A decisão, tomada em dezembro último, colaborou para a promoção da biotecnologia na região. De acordo com Kurt Shultz, diretor da U.S. Grains Council (USGC) no Mediterrrâneo e na África, o trabalho do Conselho na região permanece sendo reconhecido, como evidencia a nova lei. “A aprovação dessa lei é um resultado direto dos esforços do Conselho na região. Isso também mostra que as forças pró-biotecnologia no continente ganharam uma batalha em meio ao debate sobre o assunto”, disse ele. Durante o tempo em operação, o programa para desenvolvimento sul-africano na área de biotecnologia envolveu mais de 600 fazendeiros de pequena escala e 94 agentes de extensão nos dias de campo em uma das áreas do Conselho.

O programa também atraiu a atenção de vários visitantes proeminentes. De acordo com Shultz, em maio de 2006, uma delegação de alto nível do Quênia, Malaui e da África do Sul, que consiste de membros do Parlamento de cada país, visitou uma área de teste de campo do conselho na África do Sul. “O tempo foi significativo, já que no Quênia e em Malaui foram debatidas leis para adotar a comercialização de cultivos GM”, segundo ele. “O impacto positivo e os benefícios que os membros do Parlamento puderam ver convenceram a eles de que os fazendeiros de seus países poderiam ter benefícios imensos com a tecnologia. Como resultado, membros do Parlamento resolveram acelerar a introdução da biotecnologia em seus respectivos países.”
Com a regularização da Lei de Biossegurança, fazendeiros quenianos poderão aumentar a produção agrícola e a produtividade. A lei também irá providenciar oportunidades para o Quênia importar produtos geneticamente modificados, como milho, para lidar internamente com estudos relacionados à segurança dos alimentos, segundo reportou o braço do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), responsável por assuntos ligados à área internacional.

“Nossas atividades na África são um bom exemplo de como tais programas em biotecnologia podem render no longo prazo, diz Rebecca Fecitt, diretora da USCG. “Estou muito satisfeita em ver que as coisas funcionaram no Quênia, um país que emergiu como um líder em biotecnologia no leste africano”.

Fonte: GreenBio – 13 de dezembro de 2008