Autoridades do governo italiano e cientistas pertencentes a uma instituição pública de pesquisa ocultaram, durante dois anos, os dados obtidos em um teste de campo realizado em 2005. O estudo comparou o milho convencional e o transgênico e revelou resultados surpreendentes.

As variedades convencionais produziram entre 11 e 11,1 toneladas de grão por hectare, enquanto as variedades transgênicas tiveram um rendimento entre 14,1 e 15,9 toneladas. Isto se traduz em um aumento de 28% a 43% na safra. Vale lembrar que os agricultores italianos não estão autorizados a cultivar o milho Bt.

Os testes foram realizados em uma área pertencente à Universidade de Milão na Lombardía, uma região ao norte da Itália importante por sua produção de milho.Tendo em conta a área total de cultivo de milho convencional na Itália, a diferença no rendimento, o preço do milho e os danos com pragas, os dados demonstram que os agricultores italianos perdem entre 300 milhões e um bilhão de euros por ano devido a essa proibição. Os dados sobre o rendimento foram divulgados em 2006, pelo Instituto Nacional para a Investigação de Alimentos e Nutrição (INRAN), uma instituição dedicada à pesquisa, fundada e dirigida pelo governo italiano.

O resultado confirma que o milho GM não só é resistente a pragas e a insetos, como também pode ser mais rentável e trazer uma qualidade melhor ao grão, reduzindo a quantidade de fumonisinas.

Fumonisinas são toxinas perigosas tanto para animais como para os seres humanos. Há evidências de que, durante a primeira etapa da gravidez, elas podem causar incapacidade de locomoção e problemas renais e urinários, acompanhados de danos cerebrais.

É esperado que o governo italiano se explique quanto à ocultação dos resultados, pois é crucial que os dados estejam disponíveis para todos.

Fonte: Agbioworld – 26 de novembro de 2007