Uma empresa recebeu autorização do órgão que regulamenta a biotecnologia na Austrália para lançar comercialmente um híbrido geneticamente modificado (GM) de uma rosa que expressa genes para a cor azul.

As rosas possuem poucas enzimas responsáveis pela produção do pigmento azul delfinidina. A nova linha de rosa contém um gene da violácea amor-perfeito (Viola tricolo) e outro oriundo da torênia (Torenia x hybrida), expressados na camada epidérmica da pétala da flor para promover a produção do pigmento delfinidina.

A rosa GM também contém genes de marcação para resistência aos antibióticos canamicina e neomicina. Mas a flor transgênica é uma quimera periclinal, o que quer dizer que seu pólen não contém os genes introduzidos pelo homem.As sequências reguladoras do vírus do mosaico da couve-flor, do vírus do mosaico do tabaco e da Agrobacterium tumefaciens também foram inseridos para controlar a expressão dos genes introduzidos. “Apesar de estas sequências serem derivadas de fitopatógenos, a sequência reguladora compreende apenas uma pequena porção do genoma total destes organismos e não são em si mesmas capazes de causar doenças”, disse o órgão regulador. A entidade concluiu que a nova rosa não é um risco a saúde e ao ambiente.

Fundada em 1986, a empresa que acaba de desenvolver a rosa azul já havia conseguido a patente sobre a utilização de um gene que confere a cor azul em petúnias. Em 1994, esse gene foi implantado com sucesso em cravos criando uma variedade GM que está comercialmente disponível há alguns anos no mundo todo.

Fonte: TCE Today – 30 de junho de 2009