Uma técnica desenvolvida pelo Centro de Câncer Peter McCallum, em Melbourne (Austrália), utiliza o sangue geneticamente modificado para combater a doença. O método, que foi testado em ratos, envolve a retirada de milhares de células de defesa do sangue de um paciente, a introdução nelas de genes que combatem o câncer e depois a transfusão do sangue “transgênico” de volta para o paciente.

“Em vez de termos muito poucas células, talvez uma em cada mil, combatendo o câncer, teremos 100% delas atacando o tumor, portanto o ataque é muito, muito maior”, disse Joe Trapani, professor-associado do centro de pesquisas. Com o sucesso nos ratos, agora os testes nos humanos devem ocorrer em apenas dois anos, necessitando apenas de uma aprovação dos órgãos reguladores da Austrália.

“O que nós mostramos até agora é que se podem retirar células do sistema imunológico de um animal, tratá-las para reconhecer o câncer e depois reinjetá-las no corpo”, afirmou Trapani.

O professor disse que a técnica pode ajudar pacientes com vários tipos de câncer, mas os pesquisadores estão trabalhando no momento com os de mama e de pulmão, que estão entre os mais comuns. Os testes iniciais em humanos devem ser em um tipo de tumor chamado adnocarcinoma, que ocorre em vários cânceres como os de mama, cólo, pâncreas e até do pulmão.

Fonte: BBC – outubro de 2003