Cientistas americanos completaram e publicaram o sequenciamento genético do sorgo, planta com alto potencial para a produção de bioenergia. A análise do genoma irá colaborar com os pesquisadores do Joint Genome Institute (JGI), relacionado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês), uma vez que, além de otimizar o sorgo como alimento, pode auxiliar também na produção de biocombustíveis.

Atrás apenas do milho, o sorgo representa atualmente a segunda maior fonte para produção de biocombustíveis, nos EUA.

Conhecido por sua resistência à seca e alta produtividade, o sorgo atinge a mesma quantidade de produção de etanol que a obtida com a utilização do milho, contudo faz uso de menos água (apenas dois terços).

“O sorgo é um candidato excelente para a produção de biocombustíveis, por sua capacidade de suportar secas e terras empobrecidas. O sequenciamento do genoma completo será uma ferramenta indispensável para que os pesquisadores desenvolvam novas variedades que maximizem essas vantagens”, disse Anna Palmisano, diretora de Pesquisa Ambiental e Biológica do DOE, que é favorável ao desenvolvimento de biocombustíveis originados de plantas com custo viável.

Segundo Andrew Paterson, diretor do Laboratório de Mapeamento de Genomas de Plantas da Universidade da Geórgia (EUA), os amplos segmentos com sequências repetidas, presentes nos DNAs das plantas, dificultam sua análise.

O genoma do sorgo será comparado com o de outras gramíneas relevantes na produção de biocombustíveis, como a cana-de-açúcar.

Fonte: Agência FAPESP 29 de janeiro de 2009