Pesquisadores estão desenvolvendo uma variedade de sorgo transgênico que será mais nutritivo, com potencial benefício para cerca de 300 milhões de africanos que utilizam o cereal como alimento de base em sua dieta.

Uma empresa que trabalha com a variedade geneticamente modificada está melhorando o sorgo como parte do Projeto de Biofortificação do Sorgo na África, um consórcio com nove membros que ganhou um montante de $18,6 milhões, por cinco anos, da Fundação Bill e Melinda Gates.

O projeto desenvolveu uma segunda geração de sementes transgênicas do sorgo, que têm aminoácidos essenciais mais facilmente digeríveis, em especial a lisina, e mais vitaminas A e E, além de ferro e zinco mais disponíveis.

Paul Anderson, que trabalha com melhoramento de grãos e é o pesquisador principal do projeto, disse que a descoberta do sorgo da segunda geração só foi possível por meio da biotecnologia, que usa diversas tecnologias para transferir características de uma planta a outra. “Não haveria maneira de fazer isto por melhoramento convencional de plantas,” disse Anderson.

Usando técnicas de biotecnologia, os genes que ampliam a qualidade de proteínas, a digestibilidade e a disponibilidade mineral foram transferidos para o sorgo, segundo Anderson. “Todos parecem trabalhar como esperado”. Testes de campo com sorgo transgênico foram conduzidos nos Estados Unidos e em Porto Rico e, de acordo com Anderson, esta experiência pode ajudar o consórcio reverter a negação da permissão na África do Sul.

FONTE: Checkbiotech – 7 de janeiro de 2008