Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Louisville (Estados Unidos) estão desenvolvendo um estudo que utiliza a Nicotiana benthamiana, planta-modelo para pesquisas, contaminada com vírus geneticamente modificado, a fim de sintetizar uma proteína que impeça a infecção das células pelo vírus HIV, responsável pelo desenvolvimento da AIDS. O método reabre a esperança de, no futuro, possibilitar a produção em larga escala da substância.
 
Algumas substâncias conhecidamente pelos cientistas inibem a entrada do vírus HIV nas células, a exemplo da proteína Griffithsin, isolada da alga vermelha Griffithsia. Apesar do benefício oferecido pela substância, a dificuldade e o alto custo de sua produção em laboratório tornam-se barreiras para que isso seja usado como microbicida, ou seja, uma substância que pode reduzir consideravelmente a transmissão por doenças sexualmente transmissíveis (DST).

A equipe liderada por Kenneth Palmer, de Louisville, usou uma planta parente do tabaco para sintetizar uma proteína idêntica à griffithsina.

Tais plantas GM permitem que os pesquisadores extraiam mais da substância. Essa taxa é mais alta do que quando obtida por micro-organismos de outras proteínas anti-HIV desenvolvidas com base em plantas. Segundo o pesquisador, a taxa obtida pode ser suficiente para os estudos que buscam a produção de microbicidas em larga escala e a baixo custo.

Fonte: Instituto Ciência Hoje 30.03.09