Um grupo de cientistas desenvolveu plantas transgênicas de tabaco capazes de acumular altos níveis da alfa-antitripsina humana (A1AT), uma proteína que ajuda a proteger os pulmões de doenças como o enfisema e a doença pulmonar obstrutiva crônica. A deficiência de A1AT é uma das mais prevalentes e potencialmente letais doenças hereditárias, resultando em problemas pulmonares e hepáticos.

Hoje, a A1AT comercializada retirada do plasma humano e purificada. Embora não tenha causado, até agora, problemas de segurança importantes, a oferta de A1AT humana purificada é limitada.

Em folhas de tabaco de variedades transgênicas foi medido um alto nível de expressão da A1AT biologicamente ativa, representando mais de 2% do total de proteínas solúveis. A alta capacidade de síntese protéica dos cloroplastos os torna “biofábricas” ideais para a produção de proteínas terapêuticas. Segundo os cientistas, o nível da expressão nos cloroplastos pode ser aumentado, desde que não haja nenhum sinal de toxicidade induzida por sua síntese.

FONTE: Isaaa – 15 de agosto de 2008