Uma nova terapia gênica desenvolvida por cientistas da Universidade da Flórida pode ajudar a curar um tipo de cegueira (retinitis pigmentosa) que afeta tanto jovens quanto adultos. A técnica consiste em substituir um gene “defeituoso” do olho por um gene saudável, responsável pela produção da proteína necessária para produzir células oculares fotossensíveis.

Testes laboratoriais tiveram sucesso em reverter o quadro de cegueira em animais em que essa disfunção ocorria naturalmente. Os genes inseridos por meio da terapia cumpriram exatamente o papel previsto e não se instalaram em outras partes do corpo dos animais.

De acordo com o co-autor do estudo, William W. Hauswirth, ainda vai levar alguns anos até que a terapia possa ser usada em humanos. “Uma vez aprovada e pronta para ser aplicada, ela poderá mudar a vida de muitas pessoas”, diz. “Fornecer o gene que está faltando é um dos últimos recursos que temos para tratar a cegueira”.

A retinitis pigmentosa é uma doença genética progressiva que passa de mãe para filho e que começa com a perda das visões periférica e noturna. Tanto homens quanto mulheres carregam o gene desse tipo de cegueira, mas ela só se manifesta em pessoas do sexo masculino. Estima-se que 100 mil pessoas nos Estados Unidos contenham alguma forma da retinitis pigmentosa.

Fonte: Universidade da Flórida