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Modelo computadorizado mostra as fibras musculares cardíacas

O potencial da terapia gênica para fortalecer os músculos do coração foi explorado em um recente estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. A pesquisa sugere ser possível usar essa técnica para tratar pacientes cujos corações podem ter sido enfraquecidos por ataques cardíacos, por exemplo. De acordo com o trabalho, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a técnica ajuda a reforçar o funcionamento dos músculos do órgão.

Normalmente, a contração muscular é potencializada por uma molécula, o nucleotídeo chamado trifosfato de adenosina ou, simplesmente, ATP. Outros nucleotídeos também podem desempenhar esse papel, porém, na maior parte dos casos, são menos eficientes que o ATP. Entretanto, um estudo anterior revelou uma molécula mais eficaz, o trifosfato de desoxiadenosina (dATP).

Na atual pesquisa, os pesquisadores desenvolveram ratos geneticamente modificados (GM) que produzem níveis mais altos de uma enzima que converte o ATP em dATP. O resultado foi que a concentração da segunda molécula aumentou 10 vezes e os corações dos animais transgênicos foram capazes contrair mais rapidamente e com mais força.

Os autores do estudo sugerem que essa descoberta pode ser o primeiro passo para que sejam desenvolvidos tratamentos contra a insuficiência cardíaca.

Fonte: Abril de 2013 – Universidade de Washington