Após meses de debates sobre a engenharia genética, a moratória dos alimentos GMs na Nova Zelândia findou no dia 29 de outubro. Agora, segundo anúncio do governo, será criada uma legislação com regras estritas. O órgão encarregado das autorizações de produção e comercialização é a Environment Risk Management Authority (Erma). Conforme a ministra do Meio Ambiente, Marian Hobbs, não se prevê uma enxurrada de lançamentos de produtos GMs. Isso não será de repente, enfatiza. Qualquer um que quiser lançar um produto geneticamente modificado terá de enviar documentos à Erma e submeter-se aos testes, o que inclui questionamento entre o público. “A aprovação só será dada se o produto cumprir os padrões definidos quanto à proteção à saúde, ao meio ambiente e se não causar nenhum efeito adverso, inclusive econômico”.

A Federação de Agricultores da Nova Zelândia apóia o fim da moratória de dois anos. Segundo o porta-voz do órgão, Hugh Rithcie, é vital que os agricultores do país tenham todas as ferramentas existentes, “inclusive plantações GMs para ajudá-los a competir no mercado global, hoje muito difícil por causa de subsídios e barreiras”. Impactos Tony Conner, cientista da Crop and Food Research, da Nova Zelandia, disse que os pesquisadores sabem muito mais hoje sobre os possíveis impactos ambientais das plantas GMs do que de qualquer outro tipo que tem sido utilizado na agricultura. “Os receios quanto aos impactos dos GMs têm sido desnecessariamente exagerados”, ressalta Conner. Ele diz que, com o conhecimento adquirido sobre o assunto, os cientistas têm condição de garantir segurança quanto aos produtos GMs.

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