Trigo-L-300x200Pesquisadores argentinos desenvolveram uma variedade geneticamente modificada (GM) de trigo resistente à seca e tolerante a solos salinos. De acordo com Raquel Chan, que liderou o estudo, o desenvolvimento se deu por meio da inserção de um gene de girassol no grão. Esse gene, conhecido como HAHB4, confere à planta resistência à escassez de água e pode ajudar a aumentar a produção de trigo.

Ainda segundo a cientista, condições climáticas adversas acarretam na perda de produtividade deste cereal. “O desenvolvimento de variedades geneticamente modificadas de trigo e outros cultivares que suportem essas condições adquire uma importância fundamental em tempos em que o clima está cada vez mais propenso a alterações drásticas”, afirmou. Além disso, os pesquisadores argentinos trabalham para desenvolver variedades resistentes a inundações, geadas e a temperaturas de congelamento.

Biorremediação

A Argentina também avança na tecnologia de biorremediação. De acordo com Chan, existem projetos voltados para o desenvolvimento de plantas capazes de absorver os resíduos tóxicos presentes no solo produzidos a partir de processos industriais. Para ela, é preciso racionalizar o uso da terra para atender às demandas de uma população crescente. “Não acredito que até 2050 a ciência consiga encontrar terrenos cultiváveis em outros planetas, então precisamos aprender a fazer o melhor uso possível do solo que temos disponível, sem desgastá-lo”, diz.

De acordo com o último relatório do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), a Argentina ocupa a terceira posição entre os países que mais adotam transgênicos no mundo, com 23,9 milhões de hectares plantados – atrás apenas do líder Estados Unidos (69,5 milhões de ha) e do Brasil (36,6 milhões de ha).

Fonte: Universidad Nacional Del Litoral – Junho de 2013