Nove organizações de produtores de trigo da Austrália, do Canadá e dos Estados Unidos publicaram recentemente uma declaração conjunta que pede a liberação do trigo geneticamente modificado (GM). A notícia é do diário econômico britânico Financial Times. Depois de doze anos de produção da soja e do milho geneticamente modificados, é chegada a hora de o trigo seguir o mesmo caminho, defendem os solicitantes. Cerca de 20% das calorias consumidas em todo o mundo são provenientes do trigo, mas a cultura tem perdido área plantada para outras por conta dos seus altos custos de produção.

Pesquisas realizadas pela Organização de Pesquisa da Comunidade Científica e Industrial, do governo da Austrália, conseguiram melhorar a composição do amido presente no grão, diminuindo assim complicações intestinais, diabetes e obesidade.

O cultivo do trigo GM eliminaria o problema do fungo Fusarium, bastante comum, que produz micotoxinas perigosas para a saúde humana. Reduziria também o uso de defensivos agrícolas, diminuindo os custos dos produtores e gerando um trigo mais seguro para o consumo. A diminuição na aplicação de agrodefensivos geraria uma redução no impacto ambiental de 17%.

Depois da liberação de cultivos experimentais de trigo GM serão necessários de seis a dez anos para a comercialização dos primeiros produtos.

Fonte: Argenbio – 18 de setembro de 2009