Voluntários submetidos aos testes desenvolveram resposta imunológica contra o virus e o efeito da vacina permaneceu por até um ano.

Pesquisadores do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha anunciaram em setembro ter conseguido uma alta taxa de sucesso em uma vacina contra o vírus da Aids. Em um ensaio clínico com 30 pessoas, a vacina melhorou a resposta imunológica de 90% delas. Além disso, os efeitos do antídoto permaneceram no organismo dos participantes por até um ano.

A nova arma contra a Síndrome da Imonodeficiência Adquirida (Aids) é um produto da biotecnologia. Cientistas espanhóis inseriram quatro genes (Gag, Pol, Nef e Env) do vírus HIV, causador da doença, na sequência genética da vacina, dando origem à substância MVA-B, uma variedade atenuada do vírus. O MVA-B é estudado há mais de 10 anos e já foi usado em pesquisas para desenvolvimento de vacinas contra várias doenças, entre elas, a varíola.

Os genes de HIV inseridos no DNA do antídoto não são capazes de se autorreplicar, o que garante a segurança do teste clínico. A equipe que conduziu os estudos ressaltou que o MVA-B é seguro. “O MVA-B demonstrou que é tão potente ou até melhor do que outras vacinas atualmente em estudo”, afirmou o pesquisador do Centro Nacional de Biotecnologia e responsável pelo desenvolvimento do composto, Mariano Esteban.

Embora os testes ainda estejam na fase inicial, são os mais promissores, até agora, em relação à durabilidade do remédio no corpo humano. Agora, os cientistas espanhóis precisam estender os ensaios clínicos.

Fonte: Science Daily – Setembro de 2011