Depois de inventar a única vacina contra leishmaniose que existe no mundo, a brasileira Biomm está agora acertando o licenciamento dessa tecnologia com laboratórios farmacêuticos, cujos nomes ainda mantém em sigilo. Formada após a cisão com a Biobrás (fabricante de insulina), a Biomm é também a primeira empresa da área de biotecnologia a se candidatar para negociar suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo Francisco Carlos Freitas, presidente da empresa, o pedido se encontra na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a autorização deve sair em 60 dias.
Desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina contra leishmaniose recebeu o sinal verde do Ministério da Saúde em outubro do ano passado, que, assim, pretende evitar os 35 mil casos novos da doença que surgem a cada ano no país. No mundo todo, essa enfermidade contamina nada menos que 12 milhões de pessoas anualmente.
A vacina promete ser um dos diferenciais da Biomm que, agora, pretende apostar no segmento de diabetes, buscando novas formas de administrar a insulina.