Chega ao mercado brasileiro a primeira vacina contra circovirose suína indicada para leitões. Resultado de extensa pesquisa em biotecnologia, a nova vacina disponível combina estrutura de dois tipos de circovírus: o tipo 1 (PCV1) e o tipo 2 (PCV2). O PCV1 é conhecido há mais de 20 anos e não é patogênico para suínos, ou seja, não causa doenças. Já o PCV2, que é responsável pelos quadros clínicos associados à circovirose, pode apresentar efeitos devastadores nos plantéis acometidos. A formulação da vacina combina os dois tipos de vírus permite manter a segurança do PCV1, não patogênico, enquanto estimula uma resposta imune que protege contra o PCV2, que é patogênico.

A infecção pelo PCV2 está associada com várias enfermidades denominadas como síndrome da circovirose suína. Problemas relacionados às falhas reprodutivas e infecções muito precoces em leitões podem ser prevenidos pela vacinação de matrizes. Contudo, a vacinação em leitões assegura uma maior uniformidade de proteção e na dose adequada para que todos os animais estejam devidamente imunizados.

Não existe tratamento para a circovirose, qualquer medida terapêutica apenas minimiza os efeitos dos agentes secundários à infecção sendo, portanto, fundamentais as medidas preventivas.

Diagnosticada pela primeira vez no Canadá, em 1990, a circovirose é uma das doenças da suinocultura que mais cresceram no mundo. No Brasil, o primeiro caso da enfermidade foi registrado em 2000, e ainda não existem dados oficiais sobre o impacto da doença no país, mas sabe-se que em granjas infectadas a mortalidade pode atingir 30% do plantel. Estima-se que o custo da doença para o produtor fique entre US$ 4 e US$ 20 por animal acometido.

Comercializada com sucesso em países como EUA, Canadá, México e em algumas regiões da Europa e Ásia, a vacina produzida foi recentemente aprovada no Brasil pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e já havia passado pelo crivo da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em março deste ano. A vacina foi considerada segura, uma vez que os microrganismos estão comprovadamente inativados e por isso são incapazes de se multiplicar no animal.

Fonte: www.portalveterinaria.com.br – 05/07/08