A biotecnologia tem sido uma ferramenta importante no desenvolvimento de vacinas ao redor do mundo. Recentemente, cientistas do Center for Infectious Disease and Vaccinology Biodesign Institute, da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, apresentaram trabalho em que utilizam folhas de tabaco geneticamente modificado (GM) no combate ao Yersinia pestis, agente causador da peste bubônica e pneumônica, mal que ainda persiste em regiões da África, Ásia e América Latina.

A pesquisa consiste na introdução das proteínas F1 e V, presentes na Yersinia pestis, em células da planta. Testes realizados em cobaias expostas à bactéria comprovaram a funcionalidade da vacina.

Outra novidade é a pesquisa de cientistas do Centro para Ecologia e Hidrologia do Reino Unido, que visa combater doenças parasitárias. Conforme trabalho publicado, em abril, no jornal científico PLos Pathogens, as cobaias sujeitas a vacinas derivadas de uma proteína existente em carrapatos ficaram imunes a um vírus mortal transmitido pelo aracnídeo.

A alternativa poderia ser aplicada a uma vasta quantidade de doenças, sendo importante principalmente para países em desenvolvimento. Essa vacina trabalha promovendo uma reação imunológica no camundongo que impede os carrapatos de grudarem na pele e se alimentarem. A reação imunológica também eliminou os carrapatos por ruptura do intestino.

Fonte: SciDev .Net – 10 de Maio de 2006 e PLos Pathogens