Os benefícios socioambientais e econômicos das lavouras transgênicas brasileiras de soja, algodão e milho foram avaliados pela Consultoria Céleres para a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), em 2008, e confirmaram os resultados positivos apontados em estudo de 2007, com exceção do milho, que não havia sido avaliado em 2007. As informações foram apresentadas, em fevereiro, pelo presidente da Abrasem, Ywao Miyamoto.

Segundo ele, é muito importante para a Abrasem acompanhar o desempenho dos transgênicos, uma vez que essa tecnologia está inserida nas sementes, o patamar inicial do agronegócio brasileiro. “Tais estudos ajudam os agricultores a avaliar se estão tendo algum benefício ou não. É importante que eles também observem os benefícios ambientais porque são esses que garantem a sustentabilidade dos benefícios econômicos”, acrescentou. De acordo com a bióloga Paula Carneiro, diretora da Céleres Ambiental e coordenadora dos aspectos socioambientais do estudo, a agricultura brasileira também está se beneficiando das mesmas vantagens socioambientais observadas nos demais países que adotaram a biotecnologia agrícola há mais tempo.

Em 2007, em todo o mundo, cerca de 12 milhões de agricultores (11 milhões de pequeno porte) plantaram 114,3 milhões de hectares de cultivos transgênicos. O Brasil é o terceiro produtor mundial de transgênicos, com um total de 15 milhões de hectares plantados em 2007, dos quais 14,5 milhões de hectares com soja e 500 mil hectares com algodão. O milho transgênico só começou a ser plantado no segundo semestre de 2008, seguindo a aprovação governamental.

A metodologia do estudo teve duas etapas, de acordo com o diretor da Céleres, Anderson Galvão, responsável pelo levantamento dos aspectos econômicos do estudo. Na primeira etapa, segundo ele, houve uma revisão detalhada da literatura científica, assim como foram feitas entrevistas em empresas de assistência técnica estabelecidas nas regiões pesquisadas. Já na segunda etapa, foram realizadas entrevistas in loco com 370 agricultores distribuídos em nove estados brasileiros, com relevância nas três culturas pesquisadas.

O estudo realizado pela Céleres para a Abrasem calculou o benefício ambiental líquido que as culturas transgênicas de soja, algodão e milho podem trazer para o Brasil num período de 10 anos, considerando o intervalo entre as safras 2008/09 e 2017/18, além de conjeturar os benefícios econômicos para o país no mesmo período, como mostram as tabelas a seguir.

Benefícios Ambientais da Biotecnologia no Brasil
“O caso do algodão Bollgard”

Benefícios Econômicos da Biotecnologia no Brasil
“O caso do algodão Bollgard”

Benefícios Ambientais da Biotecnologia no Brasil
“O caso do milho YieldGard”

Benefícios Econômicos da Biotecnologia no Brasil
“O caso do milho YieldGard”

Benefícios Ambientais da Biotecnologia no Brasil
“O caso da soja RR”

Benefícios Econômicos da Biotecnologia no Brasil
“O caso da soja RR”

Fonte: Abrasem – 07 de fevereiro de 2009