A África do Sul está na linha de frente quando se considera a adoção da biotecnologia. As últimas ações têm sido voltadas para conservar a vida selvagem local e ao desenvolvimento de plantações geneticamente modificadas.
O veterinário Paul Bartels, da Endangered Wildlif Trust, é o nome por trás da iniciativa de consolidar a vida selvagem sul-africana e dos indígenas, com o armazenamento de amostras num “banco nacional biológico”. A maior coleção de amostras espécies selvagens está hoje armazenada no BioBank. Há dezenas de amostras, incluindo rinocerontes, baleias e antílopes.
O BioBank tem amostras como cabelo, sangue, esperma, embrião, todas congeladas em grandes tanques com nitrogênio. Quando retirados, terão capacidade de crescer novamente.
Plantas GM
Neste mês, a bióloga molecular Jennifer Ann Thom, sul-africana, foi uma das cinco mulheres a ter reconhecimento internacional por sua contribuição nesse campo. Ela trabalhou numa equipe para o African Centre for Crop Improvement, em Pitermaribzburg, no desenvolvimento de plantas tolerantes à seca.
Segundo Jennifer, a equipe isolou genes de uma planta local que foram insertados em outra planta e testados exaustivamente. “Os testes mostraram que houve aumento da tolerância à salinidade, à umidade e à seca”.
Fonte: Sunday Times, 14 me março de 2004