Pesquisadores da Universidade da Flórida criaram vírus do mosaico de tabaco geneticamente modificados para produzir inseticidas amigáveis ao ambiente, transformando este microscópico patógeno em uma verdadeira fábrica de moléculas. Assim explicou Dov Borovske, entomólogo do Instituto de Ciências Agrícolas e da Alimentação desta universidade. O vírus GM é inócuo para as plantas e só produz o inseticida de interesse. As plantas inoculadas com o vírus acumulam suficiente quantidade de inseticidas em suas folhas, que logo podem ser processadas para obter o produto.

Em uma publicação recente os pesquisadores demonstraram que este material serve para matar as larvas de mosquitos. Trata-se de uma proteína conhecida como fator oostático modulador da tripsina (TMOF), que impede a formação da enzima digestiva tripsina no mosquito. Como o vírus do mosaico do tabaco, o fator TMOF não tem nenhum efeito sobre as pessoas. O vírus, além do tabaco, é capaz de infectar outras plantas, como tomates, berinjelas, pimentões e batatas, ou seja, por este método se poderia proteger a todas estas plantas dos insetos. Quando os insetos se alimentam destas plantas infectadas, também consomem TMOF, então morrem em 72 horas. O espectro de insetos suscetíveis a TMOF parece ser amplo, e inclui larvas de outras ordens de insetos, além dos mosquitos.

Fonte: <ahref=”http://www.porquebiotecnologia.com.ar/doc/reportes/result_indiv.asp?Id=3295″ target=”_blank”>Argenbio Argentina– 15/12/2006